A Polícia Civil do Paraná concluiu o inquérito que investigava a morte de uma criança de apenas 2 anos, vítima […]

Polícia indicia mãe e padrasto após criança de 2 anos morrer afogada em Ponta Grossa
A Polícia Civil do Paraná concluiu o inquérito que investigava a morte de uma criança de apenas 2 anos, vítima de afogamento em uma residência no bairro Cara Cara, em Ponta Grossa. O caso ocorreu na manhã do dia 7 de novembro de 2025 e teve como causa a asfixia mecânica secundária ao afogamento.
As investigações foram conduzidas pelo delegado Derick Moura Jorge, do 2º Distrito Policial, e resultaram no indiciamento de dois adultos: a mãe da criança, de 38 anos, e o companheiro dela, de 33 anos. Ambos vão responder por homicídio culposo — quando não há intenção de matar, mas há negligência, imprudência ou imperícia — crime cuja pena pode chegar a até três anos de detenção.
De acordo com o apurado, equipes do SIATE e do SAMU foram acionadas após a criança ser encontrada submersa em uma piscina da residência. A vítima, que tinha diagnóstico de autismo e era descrita como bastante agitada, foi socorrida ainda inconsciente. Apesar de cerca de 43 minutos de tentativas de reanimação, o óbito foi confirmado horas depois em unidade hospitalar.
Durante a investigação, ficou constatado que, no momento do ocorrido, os dois responsáveis estavam dormindo. A apuração também revelou que portas da casa e a grade de proteção da piscina estavam abertas, permitindo o acesso livre da criança à área de risco.
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Outro ponto relevante levantado pela polícia foi o histórico de denúncias feitas por vizinhos, que já haviam alertado sobre a falta de vigilância da criança no local.
Para o delegado responsável, houve uma grave violação do dever de cuidado. O relatório aponta que a omissão dos adultos e a ausência de medidas básicas de segurança foram determinantes para o desfecho fatal.
A Polícia Civil reforça que o cuidado parental é essencial, especialmente na primeira infância, período em que a criança depende integralmente dos adultos. Em casos que envolvem condições específicas, como o autismo, a atenção deve ser redobrada, principalmente em ambientes que apresentam riscos, como piscinas.
O inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público, que agora devem analisar o caso e adotar as medidas cabíveis.
Informações e imagem: Polícia Civil do Paraná
